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UM POUCO DA HISTÓRIA DO LICEU
1944 - Criação
No Decreto-Lei nº 34143, de 24 de Novembro, artº 1, estabelece-se a «criação de um Liceu Nacional,
de dezasseis turmas, destinado à população escolar das zonas dos concelhos de Oeiras e Cascais,
servido pela respectiva linha férrea».
Esta decisão, determinada pelo crescimento populacional da «Linha do Estoril», altera a que tinha
sido estabelecida anteriormente, de criar «na zona ocidental da cidade» de Lisboa um liceu de 16
turmas, misto.
«É de todos conhecida a crescente e rápida expansão das numerosas povoações servidas pela linha de
caminho de ferro de Cascais - expansão que constitui, sob vários aspectos, benéfico
descongestionamento da capital.
A criação de um liceu nessa zona, que tem uma população superior à de muitas capitais de distrito,
apresenta vantagens de ordem geral que são de considerar, como seja, e em primeiro lugar, a de
servir os interesses de mais de 20 000 famílias, com filhos a educar, sem a sujeição a longas
distâncias a percorrer, a atrasos e faltas às aulas em virtude das dificuldades de transporte, a
riscos de trânsito citadino e a contingências de perigo moral para crianças inexperientes.
Há, por outro lado, a vantagem de aliviar os liceus da capital...»
(do Decreto-Lei nº 34143)
1947 - Atribuição do Nome
O Decreto-Lei nº 36 508, de 17 de Setembro de 1947, atribui ao Liceu criado em 1944 a denominação
de Liceu de Oeiras, estabelecendo-lhe frequência mista e ensino no 1º e 2º ciclos liceais
(actuais 5º a 9º anos de escolaridade).
1950 - Construção
Início da construção do edifício, com salas previstas para 35 alunos cada.
1952
Fixação dos Quadros
O Decreto-Lei nº 38 807, de 29 de Junho, fixa os quadros de pessoal docente: 1º, 2º, 3º, 4º, 5º,
6º, 7º e 9º grupos: um professor efectivo para cada grupo; 8º grupo: 2 professores efectivos. E
esclarece que, enquanto não for designado Reitor, as suas funções serão exercidas por um Inspector
do ensino liceal, em regime de acumulação.
Início de Funcionamento
Em 1 de Outubro de 1952, com duas turmas do 1º ano, uma do 2º, duas do 3º, uma do 4º e uma do 5º
(as turmas do 2º, 4º e 5º são mistas, por não terem número de alunos suficiente para desdobrarem
por sexo), iniciam-se as aulas no Liceu de Oeiras.

INAUGURAÇÃO SOLENE
18 de Outubro de 1952
O Liceu de Oeiras é inaugurado oficialmente em cerimónia realizada no seu ginásio. Simbolicamente,
são inaugurados na mesma cerimónia os liceus de Aveiro e de Póvoa do Varzim, as Escolas Técnicas
Josefa de Óbidos e Nuno Gonçalves, de Lisboa, e Gomes Teixeira, do Porto. A cerimónia decorre com
a presença do Presidente da República, General Craveiro Lopes, do Ministro da Educação, Pires de
Lima, do Ministro das Obras Públicas, Frederico Ulrich, do Administrador Delegado da Junta de
Construções Escolares, do Comandante Geral da Armada, do Director do Instituto de Altos Estudos
Militares, do Comandante da GNR, do Comandante da Guarda Fiscal, do Comandante da Defesa Marítima
de Lisboa, do Comandante Geral da PSP, do Presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, do
Director Geral da Fazenda Pública, do Director Geral do Ensino Técnico, do Director Geral do Ensino
Liceal, do Director Geral do Ensino Primário, do Comissário Distrital da União Nacional, dos
Presidentes das Câmaras de Oeiras, Cascais e Lisboa, do Chefe de Serviços de Imprensa do SNI e do
Conselheiro de Estado Caeiro da Mata que, quando Ministro da Educação Nacional, promulgara em 1944
o Diploma que criou o liceu, entre outros.

A inauguração verifica-se com as obras da primeira fase concluídas. Mais tarde, será construída uma
nova ala.

Nesse ano inaugural, constituíam o corpo docente 14 professores, sendo 5 deles efectivos.
Entrada em funções do Reitor
Em 29 de Outubro de 1952, é nomeado Reitor o Dr. Ilídio Mexia de Brito, que se manteve em funções
até 1974, altura em que pediu a sua aposentação.
1956
No Liceu, passa a funcionar o 3º ciclo, correspondente aos actuais 10º, 11º e 12º anos, com turmas
mistas, quando o número de alunos em cada alínea (actuais agrupamentos) não fosse suficiente para
formar turmas separadas por sexos.
Anos 50/60
A frequência do Liceu cresceu exponencialmente, recebendo quer alunos da zona que servia inicialmente,
quer alunos excedentários doutros liceus. O edifício não comporta a frequência. Efectua-se a adaptação
de alguns espaços e, em 1957/58, é iniciado o regime de desdobramento total -- meninas de manhã,
rapazes no turno da tarde. Em 1959/60, o edifício é completado com um novo pavilhão (actual pavilhão de
Ciências) e mais dois ginásios.
Durante este período, o Liceu abriu Secções em Algés, Amadora e Nova Oeiras e teve que recorrer à
instalação de pavilhões pré-fabricados nos pátios.
No final dos anos 60, a entrada em funcionamento do Liceu de S. João do Estoril e a redefinição das
zonas pedagógicas Oeiras-Sintra-Cascais, nomeadamente com a modificação das áreas de influência do
ensino particular, descongestiona ligeiramente o Liceu, mas a relação com os estabelecimentos de ensino
particular agrava em muito o movimento de exames escritos e orais que nele passam a realizar-se.
1974
Na sequência da modificação do regime político, cessam funções os órgãos directivos dos Liceus. No caso
de Oeiras, o Reitor é substituído por uma Comissão de Gestão eleita com representantes do pessoal docente,
discente, administrativo e auxiliar.
É eleito Presidente da Comissão de Gestão o Dr. Luís António Ardisson Pereira e Presidente do Conselho
Administrativo o ex-Vice Reitor Dr. José Duarte da Silva Paulo. Antigos e novos dirigentes colaboram até
final do ano lectivo e o Reitor Mexia de Brito deixa o Liceu com um almoço de homenagem no refeitório,
participado amplamente.
Anos 70/80
O Liceu voltou a crescer desmedidamente, recebendo, agora, alunos filhos de portugueses retornados das
ex-colónias. Durante este período, abriu Secções em S. Pedro do Estoril, na Colónia Balnear Infantil do
Século e numa antiga maternidade do Monte do Estoril. Neste período, iniciou o ensino nocturno e construiu
dois pavilhões-oficina em alvenaria. A partir de 1980, abriu uma Secção na Quinta do Marquês, em pavilhões
pré-fabricados, Secção que veio a autonomizar-se como Escola Secundária da Quinta do Marquês.
1975
Por proposta do Dr. Silva Paulo, o Liceu solicitou, em 1975, autorização para ter como patrono o Prof.
Sebastião e Silva, grande matemático português ligado ao Liceu de Oeiras pelas acções de formação de
professores que nele realizou e que foram pioneiras nas áreas pedagógica e da didáctica das matemáticas.
Ao longo do seu funcionamento, o Liceu tem-se distinguido:
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na prática desportiva, tendo os seus alunos ganho diversos prémios em modalidades como o andebol,
o basquetebol e o voleibol
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na formação de professores, tendo tido numerosos grupos de estágio, e sendo, hoje, sede de um
Centro de Formação Contínua (CFO) com cerca de setenta escolas associadas
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na dinamização de actividades interculturais, tendo mantido, em articulação com a Câmara Municipal
de Oeiras, um processo de geminação com o Liceu Ludgero Lima de Cabo Verde
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na participação dos pais na vida da escola e na história do associativismo dos Encarregados de
Educação em Portugal
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na participação na construção da sociedade de informação e recurso às TICs, nas vertentes
administrativa, didactico-pedagógica e informativa. A Escola Secundária Sebastião e Silva tem hoje
uma rede informática que abrange todas as salas de aula, o que constitui um recurso
didactico-pedagógico à disposição dos professores e permite o registo electrónico de sumários e
marcação de faltas, com disponibilização de informação on-line.
No ano da Comemoração dos 50 anos de funcionamento, constituiu-se a Associação de Antigos Alunos e Amigos do Liceu Nacional de Oeiras/Escola Secundária Sebastião e Silva.

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